Adeus, carimbos no passaporte: Europa vai digitalizar controle de fronteiras a partir de outubro

Se você é do time que ama colecionar carimbos no passaporte como lembrança de viagens, prepare-se para uma mudança: a partir de outubro, a União Europeia vai trocar o carimbo físico por um sistema digital para registrar a entrada e saída de viajantes. A novidade vale para quem vem de fora do bloco, como os brasileiros, e será adotada por 29 países europeus.

O novo processo será meio “check-in high-tech”: vão registrar seu nome, número do passaporte, impressões digitais e uma foto. Tudo ficará armazenado em um banco de dados único, ajudando as autoridades a controlar estadias curtas e a reforçar a segurança nas fronteiras.

Segundo Magnus Brunner, comissário europeu para assuntos migratórios, a ideia é simples: “queremos saber quem entra e quem sai da UE”. A troca dos carimbos por registros digitais será gradual e virá acompanhada de campanhas de informação para viajantes e empresas de transporte.

Mas nem todo mundo está empolgado. Companhias aéreas e ferroviárias temem filas maiores, especialmente em lugares movimentados, como aeroportos e estações internacionais. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, até falou em “caos” em pontos como a estação de St Pancras, famosa pelo trem Eurostar.

Autoridades britânicas já avisaram que cruzar a fronteira pode levar “alguns minutos a mais” por passageiro. Apesar das críticas, a Comissão Europeia segue firme no cronograma, apostando que o sistema digital vai aumentar a segurança e dificultar a migração irregular.

O novo método será adotado em todos os países da UE — menos Irlanda e Chipre — e também em Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. É uma mudança que estava na mesa de discussão há quase dez anos e que agora finalmente sai do papel, levantando debates sobre segurança, privacidade e impactos no turismo.

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