Turismo em 2026: menos correria, mais sentido — o novo jeito de viajar

Se antes viajar era sinônimo de “conhecer o máximo possível em pouco tempo”, o cenário para 2026 mostra uma virada clara: o viajante quer sentir mais e provar menos. As novas tendências do turismo indicam um público mais consciente, conectado e interessado em experiências que realmente façam sentido.
Mais do que uma mudança passageira, estamos falando de uma transformação profunda na forma como as pessoas escolhem, planejam e vivem suas viagens. Segundo a 7ª edição da Revista Tendências do Turismo da Embratur, a tecnologia continua acelerando decisões — mas, curiosamente, o desejo por autenticidade, bem-estar e conexão só cresce.
O resultado? Um viajante mais estratégico, informado e exigente, que busca equilibrar custo, propósito e qualidade das experiências.
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O que está moldando as viagens em 2026?
Bem-estar em primeiro lugar
Viajar deixou de ser apenas descanso — agora é também autocuidado. Experiências voltadas à saúde física e mental ganham cada vez mais espaço, com destaque para spas, águas termais, retiros e atividades como yoga, meditação e trilhas.
A ideia é simples: voltar da viagem melhor do que quando saiu.
Turismo esportivo em alta
Eventos esportivos continuam sendo grandes motores de viagem, mas o comportamento mudou. Não basta assistir — o viajante quer participar.
Visitar estádios icônicos, conhecer museus esportivos e até praticar atividades como corrida e ciclismo no destino fazem parte do roteiro.
Comer virou experiência cultural
A gastronomia deixou de ser um complemento e virou protagonista. Explorar sabores locais, conhecer produtores e entender a origem dos ingredientes são formas de mergulhar na cultura de um lugar.
E mais: experiências “mão na massa”, como aulas de culinária e visitas a vinícolas, estão cada vez mais populares.
Destinos que saem das telas
Filmes, séries e redes sociais continuam influenciando decisões — e muito. O fenômeno conhecido como set-jetting leva viajantes a cenários icônicos que viram tendência na cultura pop.
É a viagem que começa na tela e termina na vida real.
Nostalgia como refúgio
Em um mundo hiperconectado, olhar para o passado virou uma forma de desacelerar. Hospedagens históricas, roteiros culturais e experiências que resgatam memórias ganham força.
Mais do que turismo, é uma busca por conexão emocional.
Natureza como prioridade
O contato com a natureza segue como uma das maiores motivações de viagem. Trilhas, parques, destinos preservados e experiências ao ar livre atraem quem quer fugir do excesso de estímulos e reconectar.
Ao mesmo tempo, cresce o interesse por destinos impactados pelas mudanças climáticas — um reflexo de um viajante mais consciente e preocupado com o futuro.
O novo perfil do viajante
Se fosse preciso resumir, o turista de 2026 é alguém que:
- Planeja melhor e com mais intenção
- Valoriza experiências autênticas
- Busca equilíbrio entre custo e propósito
- Prefere qualidade a quantidade
- Quer se sentir transformado pela viagem
No fim das contas, a grande tendência é clara: viajar deixou de ser sobre “ir a lugares” e passou a ser sobre “viver experiências”. E isso muda tudo — inclusive a forma como marcas, destinos e empresas do setor precisam se posicionar daqui pra frente.
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