Viagem internacional: confira os países que exigem autorização digital antes do embarque

Viajar pelo mundo ficou mais simples em muitos aspectos, mas também trouxe novas exigências. Um exemplo são os sistemas de autorização eletrônica de viagem, que nada mais são do que permissões digitais para quem entra em determinados países. A ideia não é substituir o visto em todos os casos, mas sim criar um filtro rápido e inteligente antes mesmo do passageiro embarcar.
Esse tipo de sistema já existe há algum tempo — a Austrália foi pioneira em 1996 — e hoje está presente em destinos como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido, Coreia do Sul, entre outros. E vem mais novidade por aí com a União Europeia, Israel e Belarus.
De forma geral, todos seguem quatro pilares:
- Segurança nacional: barrar possíveis ameaças (terrorismo, tráfico, etc.);
- Controle migratório prévio: filtrar viajantes antes da chegada;
- Facilidade para turistas confiáveis: entrada mais ágil;
- Digitalização de fronteiras: parte da tendência das chamadas “smart borders”.
Mas cada país adapta conforme sua política e contexto. Veja os principais:
Austrália – ETA
Primeira a lançar o modelo, em 1996, focou em rapidez e eficiência para entrada de turistas e viajantes de negócios.
Estados Unidos – ESTA
Entrou em cena em 2008, depois do 11 de Setembro, como parte do Visa Waiver Program. O foco principal foi reforçar a segurança, cruzando dados dos viajantes com bancos como FBI, DHS e CIA.
Canadá – eTA
Obrigatório para quem é isento de visto. Segue a lógica do ESTA: segurança, checagem prévia e agilidade.
Nova Zelândia – NZeTA
Inspirado no ESTA e no ETA australiano. Além da segurança, trouxe a IVL, taxa destinada ao turismo sustentável e à preservação ambiental.
Reino Unido – ETA
Criado após o Brexit, com a proposta de “retomar o controle das fronteiras”. Introduziu a política de reciprocidade (ex: cidadãos da UE agora têm que seguir regras parecidas às de países terceiros). Normalmente, a resposta sai em até 72 horas.
Tailândia – TDAC
Lançado em 2024, substitui o antigo cartão de chegada em papel (TM6). Gratuito, mas obrigatório para viajantes de países isentos de visto. O formulário deve ser preenchido até 72h antes da chegada.
Coreia do Sul – K-ETA
Ativo desde 2021. Além de segurança e digitalização total do processo, busca reduzir imigração ilegal e fraudes. Tem validade de 2 anos e custa cerca de KRW 10.000 (aprox. R$ 40).
União Europeia – ETIAS
Previsto para entrar em vigor no fim de 2026. Será exigido para viajantes de países que hoje não precisam de visto. O custo será de € 20, mas há isenção para menores de 18, maiores de 70 e missões humanitárias/diplomáticas. Autorizado, o viajante pode entrar várias vezes na Europa por até 90 dias dentro de um período de 180.
Israel – ETA-IL
Ainda em fase de ajustes, inspirado no ESTA americano. Terá validade de 2 anos (ou até o passaporte vencer) e permitirá várias entradas curtas no período.
Belarus – Sistema de Autorização Digital (em testes)
Previsto para estrear em breve. Segue a lógica do ETIAS europeu e do visto eletrônico russo, mas com toque extra de tecnologia: uso de reconhecimento facial e QR code nos pontos de entrada.
Foto: Freepik
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